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Bombou no g1: morte de caseiro após ataque de onça marcou o Pantanal em 2025

Quem era 'Jorginho', caseiro que morreu atacado por onça no Pantanal O caso do caseiro Jorge Avalo, conhecido como Jorginho, marcou o Pantanal de Mato Grosso d...

Bombou no g1: morte de caseiro após ataque de onça marcou o Pantanal em 2025
Bombou no g1: morte de caseiro após ataque de onça marcou o Pantanal em 2025 (Foto: Reprodução)

Quem era 'Jorginho', caseiro que morreu atacado por onça no Pantanal O caso do caseiro Jorge Avalo, conhecido como Jorginho, marcou o Pantanal de Mato Grosso do Sul em abril deste ano. Aos 60 anos, ele morreu após ser atacado por uma onça-pintada no pesqueiro onde trabalhava havia 16 anos, às margens do rio Miranda, em Aquidauana. O g1 MS revisita as histórias mais marcantes — e reais — publicadas em 2025. Veja o vídeo acima, leia o texto abaixo e relembre o caso. • A reportagem original foi publicada em abril. Onça capturada após ataque e morte de caseiro no Pantanal Reprodução LEIA TAMBÉM: Ossos e fio de cabelo: como perícia ligou onça capturada à morte de caseiro no Pantanal Amigo, solitário e destemido: quem era 'Jorginho', caseiro que morreu atacado por onça no Pantanal Laudo confirma que caseiro atacado por onça-pintada no Pantanal foi morto com mordida na cabeça Acostumado à rotina isolada e à presença de onças na região, Jorge era considerado experiente e destemido por familiares e amigos. Dias antes do ataque, ele chegou a aparecer em um vídeo ao lado do cunhado e amigo de longa data, Valmir de Araújo, alertando sobre a circulação de onças no local. A amizade entre os dois durava cerca de 30 anos e era descrita como muito próxima, apesar do perfil reservado de Jorge, que vivia sozinho no pesqueiro. O ataque ocorreu em 21 de abril. A Polícia Militar Ambiental confirmou a morte após encontrar pegadas do felino e partes do corpo da vítima. No dia seguinte, equipes localizaram outros restos mortais em uma área de mata fechada, a cerca de 300 metros do ponto inicial. O corpo foi recolhido e passou por perícia no Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana. O laudo necroscópico concluiu que Jorge morreu em decorrência de uma mordida de onça-pintada na cabeça, que provocou um choque neurogênico agudo. Também foram identificados sinais de que o corpo foi arrastado e de que a vítima ainda estava viva no início do ataque. Felino foi capturado com ferimentos Saul Schramm/Secom Após o ocorrido, uma onça-pintada macho foi capturada na região e levada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, em Campo Grande. Exames posteriores, incluindo análise de DNA encontrada em fezes do animal, confirmaram que se tratava do felino responsável pelo ataque. Depois de receber cuidados veterinários, a onça foi transferida para uma instituição em São Paulo, onde passou a ser chamada de Irapuã. O episódio gerou grande repercussão e levantou debates sobre convivência entre humanos e grandes felinos no Pantanal, além de ter deixado marcas profundas entre familiares, amigos e moradores da região, muitos dos quais afirmaram nunca imaginar que um ataque desse tipo pudesse acontecer. Vídeo mostra rastros de perseguição entre onça e caseiro morto em ataque no Pantanal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: