Cães conseguem distinguir emoções no rosto humano, aponta estudo
Mulher brincando com cachorro no evento. Daniella Araujo. Uma análise do cérebro dos cães revelou que o melhor amigo do homem é capaz de distinguir emoçõe...
Mulher brincando com cachorro no evento. Daniella Araujo. Uma análise do cérebro dos cães revelou que o melhor amigo do homem é capaz de distinguir emoções nos rostos das pessoas, segundo descobriram pesquisadores da Universidade de Viena, apresentando o que, segundo eles, seria a primeira evidência dessa capacidade. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No estudo, os pesquisadores utilizaram aprendizado de máquina para analisar imagens de ressonância magnética do cérebro de 12 cães enquanto os animais observavam imagens de rostos humanos exibindo diferentes emoções, informou a universidade em um comunicado à imprensa na terça-feira. Veja os vídeos em alta do g1 Agora no g1 Os pesquisadores descobriram que regiões cerebrais ligadas às funções cognitivas superiores e ao processamento de recompensas — o córtex temporal e o núcleo caudado — eram ativadas apenas por imagens de estranhos felizes. LEIA TAMBÉM Vídeo: Grávida reencontra cachorro após quatro dias desaparecido: "ainda tô em êxtase" Cães abandonados viram surfistas e dividem pranchas com moradores no litoral de SP; VÍDEO Raiva, medo e tristeza não ativaram essas regiões, de acordo com o estudo, publicado na revista iScience, da Cell Press, na segunda-feira. No entanto, ao examinarem o cérebro como um todo, os pesquisadores identificaram padrões de atividade distintos que diferenciavam o medo da raiva e da tristeza, fornecendo a primeira evidência de que os cães conseguem distinguir expressões faciais negativas específicas. “Os cães evoluíram conosco para compreender nossas expressões e cooperar conosco, e reconhecer isso pode mudar a forma como nos comunicamos com eles e cuidamos deles”, disse a autora principal Laura Cuaya. Os pesquisadores planejam, em seguida, investigar como os cães integram outros sinais, incluindo linguagem corporal, nuances de voz e odor, para interpretar os humanos ao seu redor. Eles também esperam comparar como os cérebros humanos e caninos processam os mesmos sinais emocionais. Os pesquisadores acrescentaram que os participantes do estudo eram todos animais de estimação de famílias amorosas e alertaram que cães fora desses ambientes podem responder de maneira diferente aos sinais emocionais humanos.