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Campanha de Lula pede para TSE suspender plataforma de vídeos de Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão de uma plataforma de vídeos do adversário Fl...

Campanha de Lula pede para TSE suspender plataforma de vídeos de Flávio Bolsonaro
Campanha de Lula pede para TSE suspender plataforma de vídeos de Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão de uma plataforma de vídeos do adversário Flávio Bolsonaro (PL), a "TV Celular". O argumento da coligação de Lula é que a plataforma não identifica que o conteúdo exibido é produzido pela campanha de Flávio, como exige a legislação eleitoral. A "TV Celular" transmite programação ao vivo ininterrupta, com vários políticos e apoiadores de Flávio. O material pode ser baixado e compartilhado nas redes sociais, segundo a coligação de Lula, funcionando como uma "biblioteca de propaganda da campanha", mas sem identificação. Segundo um levantamento da coligação do PT, somente 15 de 883 conteúdos disponíveis na plataforma identificam o candidato, o vice e o partido. "O eleitor não dispõe de qualquer elemento imediato que lhe permita identificar estar diante de propaganda eleitoral de candidato e partido determinados", diz a representação ao TSE. Os advogados de Lula argumentam que há risco de a página parecer uma plataforma de apoio espontâneo, quando na verdade se trata de material eleitoral produzido pela campanha de Flávio. Segundo os advogados, as regras do TSE determinam que a propaganda eleitoral, independentemente da modalidade, mencione a legenda partidária. No caso de chapas majoritárias, o nome do candidato a vice também deve aparecer, em tamanho não inferior a 30% do nome do titular. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram comícios simultâneos em Santa Catarina neste sábado (19) Reprodução/TV Globo Pedidos A coligação de Lula pede a suspensão integral da "TV Celular" até que o conteúdo seja adequado às normas. Caso o TSE não atenda o pedido, que seja bloqueada a possibilidade de baixar os vídeos até a regularização do acervo, além de aplicação de multa. O coordenador jurídico da campanha de Lula, Angelo Ferraro, disse que não questiona o direito de o adversário divulgar vídeos. "O ponto é que propaganda eleitoral precisa ser identificada como propaganda eleitoral. Quando o material é feito para ser baixado e replicado por terceiros, essa transparência se torna ainda mais importante para que o eleitor saiba quem produziu e quem está por trás daquele conteúdo”, afirmou Ferraro. A representação ao TSE afirma também que a plataforma de Flávio está registrada em nome da F.A.R.O Propaganda e Publicidade, que, segundo dados oficiais do TSE, recebeu R$ 13,1 milhões da campanha de Flávio, a maior despesa até o momento.