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Conheça cachoeira paradisíaca no TO que virou alvo de disputa judicial após ter acesso fechado

Conheça cachoeira paradisíaca que virou alvo de disputa judicial no TO Um paraíso no meio do Cerrado tocantinense virou alvo de disputa judicial após o cami...

Conheça cachoeira paradisíaca no TO que virou alvo de disputa judicial após ter acesso fechado
Conheça cachoeira paradisíaca no TO que virou alvo de disputa judicial após ter acesso fechado (Foto: Reprodução)

Conheça cachoeira paradisíaca que virou alvo de disputa judicial no TO Um paraíso no meio do Cerrado tocantinense virou alvo de disputa judicial após o caminho à Cachoeira do Catoá ser bloqueado com correntes e cadeados. O local chama a atenção pelas águas cristalinas e pela vegetação que formam uma paisagem imponente junto ao paredão (veja detalhes abaixo). Com a decisão da Justiça, o acesso deve ser desobstruído para que moradores e turistas possam acessar o ponto turístico. Segundo Ismael Farias Batista, proprietário da Fazenda Catoá, onde fica a cachoeira, a região é preservada há mais de 40 anos por sua família, que vive do turismo e da agricultura. "Somos quilombolas, somos nascidos e criados naquele local e estamos ali para receber o turista. Até então a gente era muito invisível e após a gente entrar com essa demanda na Justiça, começamos a criar visibilidade. Até então todo mundo dizia que a gente era invasor. A gente hoje vive em torno do turismo e da agricultura. Nós plantamos, vendemos, usufruímos daquilo que nós temos. Temos hoje um pomar com muita laranja, banana, abacate, temos a mandioca. Ouvir que a gente é invasor, mesmo nascido e criado no lugar, isso nos traz uma grande tristeza", disse. O g1 solicitou posicionamento às defesas dos donos da uma área vizinha que estavam bloqueando o acesso, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem. Cachoeira do Catoá no TO virou alvo de disputa judicial Ismael Farias/Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM Acesso a cachoeira paradisíaca no TO vira disputa judicial após estrada ser bloqueada Incêndio destrói 38 casas em aldeia indígena na Ilha do Bananal Cachoeira do Catoá A cachoeira fica no povoado de Campo Alegre, em Paranã, e faz divisa com a cidade de Cavalcante (GO). A atração conquista os turistas pela queda d'água de 70 metros de altura, além da vegetação que cerca toda a área de banho, formando um paraíso no Cerrado. A região oferece dois poços diferentes: um de águas verde-esmeralda e temperatura gelada, e outro, alimentado por uma nascente azul-turquesa, com águas mornas. A cachoeira fica a aproximadamente 460 km de Palmas. A recomendação é que a viagem seja feita em veículo 4x4, especialmente se a estrada estiver danificada pelas chuvas. Para visitar a região, os turistas devem pagar uma entrada de R$ 50. A trilha para chegar à queda d'água tem cerca de 6 km, contando ida e volta, e é classificada como de nível médio. O melhor período para conhecer a cachoeira é entre abril e outubro. Disputa judicial Uma decisão inicial havia garantido a posse do imóvel aos moradores, mas a porteira de acesso pela Fazenda Santana foi trancada com correntes e cadeados, prejudicando a passagem até a cachoeira. Segundo a Justiça, esse trecho é o caminho mais antigo e acessível para chegar ao ponto turístico, além de ser utilizado há décadas por guias locais, vans e turistas. A nova decisão foi expedida pelo juiz Frederico Paiva Bandeira, da 1ª Escrivania Cível de Paranã, no dia 17 de setembro de 2026. No documento, é afirmado que o bloqueio afetou a economia e o turismo do Povoado Campo Alegre e de Paranã. "Defiro o pedido liminar para determinar que os requeridos abstenham-se de praticar qualquer ato que restrinja o uso dos autores e de qualquer outra pessoa às servidões de trânsito já existentes que dão acesso ao imóvel rural 'Fazenda Catoá', desobstruindo a porteira indicada pelos autores", relatou o juiz. A Justiça deu um prazo de cinco dias, a partir da intimação, para o cumprimento da ordem. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil. A decisão também proíbe os proprietários do local de acesso, que fica na área vizinha, de realizar atividades comerciais relacionadas à cachoeira. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.