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Defesa pede liberdade de cardiologista preso após morte de fisioterapeuta em Campo Grande

Armas foram apreendidas pela polícia A defesa do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em ...

Defesa pede liberdade de cardiologista preso após morte de fisioterapeuta em Campo Grande
Defesa pede liberdade de cardiologista preso após morte de fisioterapeuta em Campo Grande (Foto: Reprodução)

Armas foram apreendidas pela polícia A defesa do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em Campo Grande, informou que vai entrar com um habeas corpus nesta quinta-feira (21). O médico é representado pelo advogado José Trad. Segundo a defesa, João foi autuado por posse irregular de armas e fraude processual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "A prisão preventiva não tem qualquer razão de ser. A apreensão de uma ou mais armas sem registro não justificaria a prisão, porque ele tem registro de outras como colecionador", afirmou o advogado. Ainda de acordo com a defesa, a acusação de fraude processual também não justificaria a prisão preventiva. O advogado disse que a medida será contestada em todos os aspectos e argumentou que ela não atrapalhou as investigações. "Todos os exames já foram realizados e a ordem natural do processo deve ser respeitada. Primeiro o réu se defende e somente após o devido processo legal, se o Judiciário considerá-lo definitivamente culpado, ele deve cumprir pena, na medida da sua responsabilidade", afirmou. LEIA TAMBÉM: Cardiologista é preso após polícia encontrar armas sem documentação em casa onde esposa foi encontrada morta em Campo Grande Polícia aponta divergências e abre inquérito para investigar morte de esposa de cardiologista em MS Justiça mantém prisão de médico investigado em morte de fisioterapeuta Investigação da morte O médico foi preso depois que a polícia encontrou armas sem documentação na casa dele, na região da Chácara dos Poderes. Os policiais foram até o local após a morte de Fabíola, na segunda-feira (18). Segundo apuração do g1, a fisioterapeuta foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. João acionou a polícia e disse que a mulher teria tirado a própria vida. Na terça-feira (19), a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou que encontrou divergências nos depoimentos do médico, de suspeitos e de testemunhas. A polícia abriu um inquérito para investigar se a morte foi suicídio ou feminicídio. De acordo com o delegado Leandro Santiago, a equipe identificou que o médico teria pedido para o caseiro e um ex-funcionário mudarem um armário com armas e munições para outro imóvel dentro da propriedade. Segundo a polícia, a situação configura fraude processual. Os três foram autuados em flagrante. Ainda conforme o delegado, uma perícia preliminar apontou que a lesão na cabeça da vítima não era compatível com a versão apresentada pelo médico. João Jazbik Neto também foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito. João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, e policiais com armas apreendidas. Willian Guedes/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: