cover
Tocando Agora:

Diretor do Fed, Stephen Miran renuncia a cargo de conselheiro na Casa Branca, diz agência

Stephen Miran, indicado por Trump para diretoria do Fed. Reuters Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, renunciou ...

Diretor do Fed, Stephen Miran renuncia a cargo de conselheiro na Casa Branca, diz agência
Diretor do Fed, Stephen Miran renuncia a cargo de conselheiro na Casa Branca, diz agência (Foto: Reprodução)

Stephen Miran, indicado por Trump para diretoria do Fed. Reuters Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, renunciou nesta terça-feira (3) ao cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos (CEA) da Casa Branca. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em declaração de um porta-voz do governo. A agência também teve acesso à carta de renúncia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Miran estava em licença não remunerada de seu cargo no CEA desde que o presidente Donald Trump o indicou, no ano passado, para preencher uma vaga na diretoria do Fed. Na ocasião, ele substituiu a diretora Adriana Kugler, que renunciou repentinamente ao cargo no banco central americano. O mandato da vaga que ela ocupava estava previsto para terminar em 31 de janeiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Prometi ao Senado que, caso permanecesse no Conselho após janeiro, deixaria formalmente o Conselho de Assessores Econômicos”, afirmou Miran em carta de renúncia assinada nesta terça-feira. “Acredito que seja importante cumprir minha palavra enquanto continuo a exercer a função no Federal Reserve para a qual fui nomeado por você e pelo Senado.” Embora o mandato da vaga ocupada por Miran no Conselho do Fed tenha expirado em janeiro, ele pode permanecer em sua função no banco central até que um sucessor seja confirmado pelo Senado. Aliado no Fed No segundo semestre de 2025, Trump passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria do Federal Reserve. O nome de Miran foi aprovado pelo Senado americano em 15 de setembro. Desde que passou a ocupar a cadeira no Fed, o então conselheiro licenciado de Trump participou de quatro decisões sobre os juros no país. Na primeira, ainda em setembro, foi o único a votar contra a decisão da maioria de seus colegas, ao defender um corte maior nas taxas. Nas reuniões seguintes, Miran voltou a votar por cortes mais amplos, em linha com o desejo de Donald Trump de reduzir os juros no país. Após direcionar fortes críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell, Trump anunciou na última sexta-feira (30) a indicação do economista Kevin Warsh para comandar a instituição a partir de maio, quando termina o mandato de Powell. O nome de Warsh ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Enquanto isso, a Suprema Corte analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos três indicações para a diretoria do Fed. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. * Com informações da agência Reuters