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Educação municipal entra em greve após impasse sobre reajuste salarial em Rio Branco, diz sindicato

Educação municipal faz ato por reajuste salarial e avanço nas negociações em Rio Branco Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco defl...

Educação municipal entra em greve após impasse sobre reajuste salarial em Rio Branco, diz sindicato
Educação municipal entra em greve após impasse sobre reajuste salarial em Rio Branco, diz sindicato (Foto: Reprodução)

Educação municipal faz ato por reajuste salarial e avanço nas negociações em Rio Branco Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (20). A suspensão das atividades foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco. Apesar da paralisação, algumas escolas e creches da rede municipal seguem funcionando normalmente. Segundo o sindicato, aproximadamente 50 unidades, entre creches, escolas de educação infantil e de ensino fundamental, aderiram ao movimento. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Além da greve, os trabalhadores também fazem um protesto, nesta quarta (20), em frente à Prefeitura da capital, na Praça da Revolução, para cobrar avanços nas negociações salariais e nas pautas da categoria. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre a greve e aguarda retorno. A categoria reivindica melhorias na estrutura das escolas, atualização das gratificações das equipes gestoras e avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). Profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado Richard Lauriano / Rede Amazônica Segundo os sindicatos, a greve foi deflagrada após o esgotamento das tentativas de negociação com a prefeitura. A categoria reivindica ainda a recomposição do poder de compra dos servidores e afirma acumular três anos consecutivos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária. A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a principal pauta do movimento é a reposição salarial dos profissionais da educação municipal. Segundo ela, professores e servidores de apoio acumulam perdas salariais nos últimos anos. “Os funcionários têm piso de tabela de R$ 1,5 mil, enquanto o salário mínimo já está em R$ 1.621. Isso dá uma perda de mais de 21% para os servidores e, no caso dos professores, chega a mais de 26%”, afirmou. LEIA MAIS: Educação municipal faz ato por reajuste salarial e avanço nas negociações em Rio Branco Alunos de Rio Branco participam de intercâmbio educacional e visitam Nasa e Disney, nos EUA: 'Espetacular' Instituto São José retoma aulas quase duas semanas após tragédia em Rio Branco Rosana também destacou que a categoria cobra o cumprimento da carga horária destinada ao planejamento dos professores, prevista em lei, além da atualização de gratificações e mudanças relacionadas à gestão democrática nas escolas. De acordo com a sindicalista, a prefeitura apresentou proposta de reajuste de 5%, mas os trabalhadores defendem que o percentual seja ampliado com mais 5% a partir de novembro deste ano. Ela também criticou a possibilidade de judicialização do movimento e disse que a categoria pretende manter a paralisação até que uma nova proposta seja apresentada pelo Executivo municipal. “Nós já abrimos mão de parte das perdas acumuladas e estamos pedindo 10%. O fim da greve está na mão do prefeito”, afirmou Rosana. Profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado Richard Lauriano / Rede Amazônica Protesto anterior Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já haviam feito um ato convocatório na última segunda-feira (11), em frente à prefeitura, para pressionar a gestão municipal por avanços nas negociações. Na ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e reuniu representantes de 56 escolas. VÍDEOS: g1