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Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das fake news, usado para pedido de investigação contra Mendonça

Fachin retira inquérito das fake news de Alexandre de Moraes Ao tirar o inquérito das fake news de Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo abriu caminho ...

Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das fake news, usado para pedido de investigação contra Mendonça
Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das fake news, usado para pedido de investigação contra Mendonça (Foto: Reprodução)

Fachin retira inquérito das fake news de Alexandre de Moraes Ao tirar o inquérito das fake news de Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo abriu caminho para encerrar as investigações que já duram sete anos. Alexandre de Moraes era o relator do inquérito das fake news desde a sua abertura, em março de 2019. Edson Fachin, que já vinha defendendo o fim desse inquérito, disse que a "medida decorre da necessidade de estabelecer segurança jurídica e adequada delimitação institucional". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A decisão estabelece que "inquéritos, peticionamentos eletrônicos ou outros procedimentos de investigação preliminar em andamento, autuados e distribuídos, retornam, no estado em que se encontram, à relatoria da Presidência, que, após análise, remeterá os autos à autoridade policial e, ato contínuo, à Procuradoria-Geral da República para oferecimento da denúncia ou arquivamento" e que, "quanto às ações penais já instauradas, com denúncia recebida, fica mantida a delegação ao ministro Alexandre de Moraes". Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal Jornal Nacional/ Reprodução O inquérito das fake news foi aberto pelo então presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, de ofício - por iniciativa própria e sem sorteio da relatoria. Nele, Alexandre de Moraes começou a apurar acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo e de seus familiares. O inquérito levou ao bloqueio de contas em redes sociais, buscas e apreensões e quebras de sigilo de diversos influenciadores e ativistas políticos, e veio sendo prorrogado sucessivamente e teve seu objetivo ampliado, o que levou a ser alvo de críticas de juristas. Foi no inquérito das fake news que Moraes autorizou aflávio di quebra do sigilo da fonte de um jornalista que havia publicado informações sobre o carro usado por Flávio Dino em viagens ao Maranhão. O sigilo de fonte é assegurado pela Constituição. A quebra gerou reação de associações de imprensa. Na semana passada, em resposta à divulgação de troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes usou o inquérito das fake news para pedir a investigação do ministro André Mendonça. Este pedido também está agora na Presidência do Supremo com Edson Fachin. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Reintegração de diretor da PF: veja os principais argumentos de Dino para reverter decisão de Mendonça sobre Andrei Rodrigues Impasse no STF: por que a decisão de Dino que reconduziu chefe da PF é a que está valendo? Entenda o conflito Guerra de liminares no STF: ministros ligam para Fachin e cobram providências; Mendonça vê ilegalidade em decisão de Dino STF cancela sessão do plenário em meio a crise entre Dino, Moraes e Mendonça