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Família adota bebê com síndrome de Down e cardiopatia no RN; conheça história

Adoção e Síndrome de Down: uma história de amor Uma família de Parnamirim, cidade na Grande Natal, adotou um bebê com síndrome de Down e cardiopatia. Art...

Família adota bebê com síndrome de Down e cardiopatia no RN; conheça história
Família adota bebê com síndrome de Down e cardiopatia no RN; conheça história (Foto: Reprodução)

Adoção e Síndrome de Down: uma história de amor Uma família de Parnamirim, cidade na Grande Natal, adotou um bebê com síndrome de Down e cardiopatia. Arthur, de 8 meses, passou os primeiros meses de vida em uma UTI neonatal na capital potiguar, enquanto aguardava um lar. Hoje, o cenário é outro: ganhou uma família e um irmão mais velho. A trajetória de Arthur começou com um gesto de entrega consciente. Desde a gravidez, a mãe biológica manifestou o interesse em colocá-lo para adoção. No entanto, o processo não foi imediato. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Mesmo incluído no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e disponível para busca internacional, ninguém se candidatou para acolher o bebê. A mudança de destino veio através de um projeto do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em parceria com a Vara da Infância e da Juventude de Parnamirim. A iniciativa busca dar celeridade aos processos. Para o técnico em radiologia Gullyver Garção e a pedagoga Maria Helena Garção, o encontro foi transformador. Ao saberem de Arthur pelo projeto, o casal não hesitou. "Eu amo ser pai. Sinto que minha família está completa. A gente sentiu que precisava trazer ele para casa", afirma Gullyver. Arthur foi adotado por família de Parnamirim, na Grande Natal Stephany Souza/Inter TV Cabugi Segundo o pai, o tempo que o filho passou na UTI em tratamento também fez com que a equipe do hospital criasse um laço com ele. "Quando chegou em casa, a gente não sabia, não tinha noção da quantidade de apoio que a gente ia ter. Muita gente ajudou, muita gente do hospital que tinha um carinho por ele, porque ele passou dois meses lá. Ele andava no braço de um ou no braço de outro, e todo mundo nutriu um carinho enorme por ele", contou. "E até hoje eles ainda participam, ainda perguntam, ainda querem saber como é que ele tá e tal e todo mundo ajudou a gente e ajuda até hoje", completou. Guarda definitiva O processo foi acompanhado com prioridade pelo MPRN para garantir o direito à convivência familiar o quanto antes. Em setembro do ano passado, o casal recebeu a guarda provisória. O desfecho jurídico mais esperado aconteceu recentemente: Arthur completou 8 meses no dia 2 de março e, apenas dois dias depois, o "presente de mesversário" chegou com a assinatura da guarda definitiva. "Quando a gente conta esse caso, todo mundo se encanta. Dizem: 'que atitude nobre, vocês são um casal iluminado'. Mas, na audiência de adoção, eles disseram: 'Não, nós somos privilegiados em ter o Arthur na nossa vida. Ele trouxe luz e bênçãos'", relembra a promotora de justiça Gerliana Rocha, que acompanhou o caso. "É uma frase que vai me marcar, porque não é só uma decisão do casal de dizer 'vou fazer uma boa ação'. É querer ser pai e mãe e encontrar o amor nesse encontro da família." O MPRN segue com o acompanhamento pós-adoção. Família com o pequeno Arthur Stephany Souza/Inter TV Cabugi Irmão mais velho A família preparou a casa e busca estimular Arthur para o desenvolvimento. Além disso, conta com um aliado espacial: o irmão Heitor, de 8 anos, que também foi adotado pelo casal quando era bebê. Com a chegada de Arthur, ele foi "promovido" a irmão mais velho e se sente feliz na função. "Gosto [de ser irmão], é como se fosse um amigo, só que é uma pessoa que vive com você na sua casa", define o estudante Heitor. Independência A mãe, Maria Helena, conta que busca que trabalha os estímulos do filho e o desenvolvimento desde cedo para ajudá-lo na independência futura. "A gente tentando proporcionar para ele a melhor maneira dele se desenvolver, que a gente quer que futuramente ele seja independente. Ele tenha a profissão dele, a família. A gente vê que não é tão bicho de sete de cabeças", contou. "É cansativo, a rotina às vezes se torna cansativa, porque, às vezes, tem na semana duas, três vezes tem que sair para médico, para isso, para aquilo ou outro, mas é tranquilo. É cansativo nesse sentido, Mas a gente sabendo o propósito que a gente quer, a gente indo em frente, dá super certo". Vídeos mais assistidos do g1 RN