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Fósseis de 430 milhões de anos indicam que existiu mar antes dos dinossauros em região serrana do Ceará, diz estudo

Fósseis de 430 milhões de anos indicam que existiu mar antes dos dinossauros em região serrana do Ceará, UVA/Reprodução Hoje conhecida pelas serras, a reg...

Fósseis de 430 milhões de anos indicam que existiu mar antes dos dinossauros em região serrana do Ceará, diz estudo
Fósseis de 430 milhões de anos indicam que existiu mar antes dos dinossauros em região serrana do Ceará, diz estudo (Foto: Reprodução)

Fósseis de 430 milhões de anos indicam que existiu mar antes dos dinossauros em região serrana do Ceará, UVA/Reprodução Hoje conhecida pelas serras, a região da Ibiapaba, no Ceará, já teve um mar. É o que indica sinais encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg do Parque Nacional de Ubajara — município na Serra da Ibiapaba. O fragmento contém vestígios de invertebrados marinhos de 430 milhões de anos, antes do surgimento dos dinossauros e da própria formação da região. A descoberta é do Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da UVA (Labopaleo/UVA), em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local, representada pela moradora conhecida como “Rosinha” e a família dela. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os fósseis registram vestígios de invertebrados marinhos encontrados no município de Tianguá, um dos principais da região. O coordenador do Labopaleo/UVA, professor Jarbas de Negreiros, explicou que a peça tem uma trajetória acadêmica que antecede a exposição. LEIA TAMBÉM: Fóssil contrabandeado do Ceará será devolvido ao Brasil pela Alemanha PF desarticula esquema e apreende 56 fósseis e pedras semipreciosas no Ceará “Este icnofóssil fez parte dos estudos desenvolvidos em minha dissertação de mestrado em Educação pela UFC, que envolveu sua utilização em atividades de iniciação científica no ensino médio. O objetivo foi estudá-lo, retirá-lo do pavimento e destiná-lo ao museu, para que fosse devidamente tratado como patrimônio, potencializando seu valor científico e educacional“, destacou. A peça pertence ao acervo do Museu Dom José e está emprestada ao Parque Nacional de Ubajara por tempo indeterminado, onde poderá ser apreciada por visitantes e pesquisadores de forma permanente. A equipe responsável pela iniciativa é composta pelo coordenador do Labopaleo/UVA, professor Jarbas de Negreiros; pela paleontóloga professora Maria Somália Sales; pelos egressos da UVA e doutorandos em Geologia, pela UFC, Thiago Lima e Antônio Maranguape; e pelo estudante de Ciências Biológicas da UVA, Áled Lopes. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: