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Futuro da multipropriedade está depois da venda? Saiba mais sobre evento

A multipropriedade brasileira viveu uma década de expansão acelerada apoiada em força comercial, capacidade de venda e velocidade de lançamento. O modelo co...

Futuro da multipropriedade está depois da venda? Saiba mais sobre evento
Futuro da multipropriedade está depois da venda? Saiba mais sobre evento (Foto: Reprodução)

A multipropriedade brasileira viveu uma década de expansão acelerada apoiada em força comercial, capacidade de venda e velocidade de lançamento. O modelo construiu um setor relevante — e, agora, começa a mostrar seus limites. É essa a leitura que Pedro Monforte, CEO da Capital Fractions, do grupo CSX Holding, leva ao palco do ADIT Share 2026, seminário de propriedade compartilhada da América Latina, em Campos do Jordão (SP). Evento CSX Holding Divulgação Sua palestra, “As inovações de pós-venda nos empreendimentos de multipropriedade”, está marcada para 7 de maio, às 15h, no Campos Hall, durante a 14ª edição do evento, que reúne de 6 a 8 de maio os principais players, investidores, redes hoteleiras e consultorias do mercado de turismo compartilhado no país. A tese que Monforte vai defender no palco é direta: a venda deixou de ser a linha de chegada da multipropriedade. E quem continuar tratando o ciclo comercial como o auge da operação, em vez de como ponto de partida, vai ficar para trás. O ativo principal não é o imóvel — é o cliente Para o executivo, o setor consolidou uma máquina eficiente de comercialização, mas pagou um preço por isso: concentrou esforço, capital e atenção quase exclusivamente no pré-venda, deixando subaproveitado o ativo mais valioso que a multipropriedade construiu nos últimos anos. “O verdadeiro ativo da multipropriedade não é o imóvel. É o cliente. E é justamente nessa base que o setor ainda gera valor de forma muito menor do que poderia”, afirma Monforte. A constatação tem peso porque vem de quem está por dentro da operação. A Capital Fractions, empresa do grupo CSX Holding, atua na estruturação, comercialização e gestão de empreendimentos de propriedade compartilhada com foco em modelos de negócio que combinam venda, operação e relacionamento de longo prazo. Do pós-venda ao ecossistema A proposta apresentada por Monforte vai além de melhorar o atendimento depois do contrato assinado. Ele defende um redesenho da etapa de relacionamento como plataforma estratégica de geração de valor. Na prática, a Capital Fractions estruturou a operação em torno de três pilares: Relacionamento contínuo, com gestão ativa da carteira de proprietários e jornadas que começam até dois anos antes da entrega do empreendimento. Comunidade proprietária, que estimula conexão, pertencimento e interação entre os clientes da rede. Recorrência de receita, por meio de experiências, serviços, intercâmbios e novos modelos de consumo dentro do próprio ecossistema. “Durante muito tempo, a venda foi tratada como o final da jornada. Para nós, é o ponto de partida de uma relação que precisa ser construída, ampliada e, sim, monetizada ao longo do tempo”, diz o CEO. O cliente como parceiro estratégico Outro ponto central da tese é a redefinição do papel do proprietário. Na visão da Capital Fractions, o cliente não é apenas comprador — atua como embaixador da marca, gerador de novos negócios, participante ativo da comunidade e, em diversos casos, investidor e operador dentro do próprio ecossistema. Esse desenho gera uma dinâmica multilateral, que reduz a dependência da venda inicial e cria um fluxo econômico mais previsível, resiliente e escalável. “Quando o cliente passa a operar dentro do ecossistema, a relação deixa de ser apenas comercial e vira parceria de valor compartilhado”, explica Monforte. Experiência deixa de ser custo e vira ativo econômico A inflexão de leitura é clara. Para o executivo, experiência não é despesa operacional. É ativo de balanço. O argumento está sustentado por uma decisão prática: a Capital Fractions inicia o relacionamento com o cliente até dois anos antes da entrega do empreendimento, em uma jornada estruturada de engajamento, educação e conexão. O resultado, segundo a empresa, é um aumento consistente da percepção de valor do produto, redução de fricções de uso, estímulo à recorrência e fortalecimento do vínculo com a marca — combinação que protege margem, reduz custo de aquisição relativo e amplia o lifetime value de cada proprietário. Comunidade como nova fronteira de valor Monforte também apresentará no ADIT Share a evolução de projetos de comunidade integrada — hubs comerciais, espaços de convivência e integrações com operações de varejo e serviços dentro dos empreendimentos. O objetivo é claro: conectar moradia, lazer, consumo e empreendedorismo em um único ambiente, ampliando o alcance econômico do produto multipropriedade. “Comunidade deixa de ser conceito de marketing e passa a funcionar como plataforma de negócios”, resume. O cenário do setor A leitura de Monforte conversa com o momento que o setor vive. Após anos de crescimento expressivo, a multipropriedade entra em uma fase de maior qualificação operacional, com investidores institucionais, fundos e consultorias especializadas elevando o padrão de exigência sobre os empreendimentos. O ADIT Share 2026 é justamente o palco onde essas conversas acontecem. Realizado pela ADIT Brasil — entidade representativa dos mercados imobiliário e turístico — o seminário reúne CEOs de redes hoteleiras, fundos de investimento, escritórios jurídicos especializados, players de tecnologia, consultorias e desenvolvedores de empreendimentos de propriedade compartilhada de todo o país. Para Monforte, a janela é clara: “O setor não vai competir mais por localização e metragem. Vai competir por capacidade de gerar experiência, relacionamento e pertencimento. Quem entender isso primeiro, lidera o próximo ciclo.” Palestra: “As inovações de pós-venda nos empreendimentos de multipropriedade” Palestrante: Pedro Monforte, CEO da Capital Fractions (grupo CSX Holding) Data: 7 de maio de 2026, às 15h Local: Campos Hall — Av. Macedo Soares, 499, Capivari, Campos do Jordão (SP)