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Governo responsabiliza construtora e diz que vai à Justiça após queda de ponte no Acre

Ponte interditada desaba no Acre O governo do Acre atribuiu à construtora Cidade a responsabilidade pelo desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena ...

Governo responsabiliza construtora e diz que vai à Justiça após queda de ponte no Acre
Governo responsabiliza construtora e diz que vai à Justiça após queda de ponte no Acre (Foto: Reprodução)

Ponte interditada desaba no Acre O governo do Acre atribuiu à construtora Cidade a responsabilidade pelo desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do estado. O acidente aconteceu na sexta-feira (5). A empresa foi responsável pela obra, que levou mais de dois anos para ser concluída e foi inaugurada em dezembro de 2023. Por meio de nota, a gestão estadual ressaltou que a obra foi contratada na modalidade integrada e construtora ficou responsável por todas as etapas: projeto básico, projeto executivo e execução da obra. A empresa também respondeu sozinha pelas decisões técnicas que definiram o projeto e a construção. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A estrutura estava interditada desde quinta (4) por risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança mostraram que quatro pessoas, que ultrapassaram o bloqueio, passavam no momento do acidente ficaram feridas. Veja quem são os feridos aqui. O g1 tentou contato com a construtora Cidade, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem. Veja o que se sabe sobre o acidente Ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou em Sena Madureira, no Acre Jhenyfer Souza/g1 A obra foi recebida de forma definitiva em 19 de janeiro de 2024. De acordo com o Código Civil, o empreiteiro responde por cinco anos pela segurança e estabilidade da obra. Por isso, a empresa ainda está dentro do prazo de garantia e pode ser responsabilizada por eventuais danos. Ainda na nota, o governo aponta como possível causa para o desmoronamento a movimentação do solo às margens do Rio Iaco. O processo é conhecido como “terras caídas” e ocorre todos os anos, com períodos de cheia intensa e seca severa, influenciados por mudanças no clima na região Amazônica. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai adotar as medidas judiciais necessárias. Dentre elas: Pedido de decisão antecipada para obrigar a empresa a reparar, reconstruir ou apresentar outra solução para a travessia, sem custos para o poder público Garantia de assistência aos feridos. "O Estado acompanha de perto os desdobramentos do ocorrido, presta solidariedade às famílias afetadas e assegura que todas as providências administrativas e judiciais serão tomadas para responsabilizar os culpados e restabelecer a mobilidade da população do Segundo Distrito de Sena Madureira com rapidez e responsabilidade jurídica das partes envolvidas", diz parte do comunicado. Feridos do acidente são Edinaldo Muniz, Edinei Muniz, Weverton Murieta e Antônio Morais Filho Reprodução Relatos dos sobreviventes Weverton Murieta, um dos sobreviventes do desabamento, relatou que ele e os outros três feridos estavam em cima da ponte no momento do desastre. Weverton recebeu alta na manhã deste sábado (6) e deu entrevista explicando os detalhes sobre os últimos momentos antes da queda da ponte. Ele trabalha com Antônio Morais Filho, outra vítima do desabamento, descarregando caminhões de mercadorias. Os dois voltavam para casa quando encontraram o juiz aposentado Edinaldo Muniz e o irmão dele, Edinei Muniz, em cima da ponte, interditada desde a quinta-feira (4) por risco de desabamento, às margens do Rio Iaco. "Ele perguntou para mim onde é que era a falha da ponte, pediu para eu ir com ele. Aí, quando eu passei na frente para mostrar, a ponte desabou", contou. Morador relata estrondo no momento em que ponte desabou no Acre Quem mora nas áreas próximas à ponte em Sena Madureira também passou por um susto com o desabamento. O estudante Marcos Henrique, de 18 anos, relata que ele o avô ouviram um estrondo e chegaram a pensar que era a casa deles desabando. "Começou tudo a chacoalhar, aí começamos a escutar um barulho, aí de repente tem aquele barulho aquele estrondo. Eu saí e meu avô disse: 'A ponte caiu'. Vi a fumaceira, corri, quando eu olhei a ponte estava caída, todo mundo em desespero, correndo. E foi desesperador porque a gente achava que tinha sido aqui [em casa], né, pelo fato de, como a gente mora à beira de barranco, entende-se que é sempre pior para a gente', conta. A interdição e posterior queda da ponte já provoca impactos no município. O mototaxista Anderson Freitas, de 50 anos, conta que a falta da travessia aumenta o tempo de deslocamento entre os dois distritos da cidade. Sem a passagem, o transporte entre as regiões só é possível por meio de catraias, que são pequenas embarcações. "Pedimos aos clientes para compreenderem a demora. Se ligarem para nós [mototaxistas] sairmos para o Segundo Distrito, vamos fazer um atalho pela outra ponte, da estrada de Rio Branco", explica. Reveja os telejornais do Acre