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Homem é condenado a 37 anos de prisão por matar ex-sogra e tentar matar a ex-mulher em Divinópolis

Júri popular julga acusado de matar a sogra e tentar matar a companheira em Divinópolis Foi condenado a mais de 37 anos de prisão, nesta sexta-feira (10), J...

Homem é condenado a 37 anos de prisão por matar ex-sogra e tentar matar a ex-mulher em Divinópolis
Homem é condenado a 37 anos de prisão por matar ex-sogra e tentar matar a ex-mulher em Divinópolis (Foto: Reprodução)

Júri popular julga acusado de matar a sogra e tentar matar a companheira em Divinópolis Foi condenado a mais de 37 anos de prisão, nesta sexta-feira (10), Júlio César Henrique da Silva, acusado de matar a ex-sogra, Maria Gorete, de 56 anos e tentar matar a ex-companheira, Lorraine Reisla de Oliveira, de 30 anos, em Divinópolis. O julgamento ocorreu cerca de 11 meses após o crime, registrado na comunidade de Buritis, na zona rural do município. A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Cristiano Cesarino, da 2ª Vara Criminal de Divinópolis. O Conselho de Sentença foi formado por sete jurados, sendo três mulheres e quatro homens. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Júlio está preso desde o dia do crime, quando se apresentou espontaneamente à Polícia Civil. Em nota, os advogado de Júlio, Alair José da Silva e Gismael Almendro, afirmaram que o resultado é manifestamente contrário às provas produzidas nos autos, circunstância que, nos termos da legislação processual penal, autoriza sua impugnação por meio de recurso. Segundo a defesa, um recurso de apelação será apresentado. Veja a íntegra abaixo. Júlio César Henrique da Silva foi condenado por matar a ex-sogra e tentar matar a ex-mulher. TV Integração/Reprodução V O julgamento Durante o julgamento, o Conselho de Sentença analisou as provas reunidas durante a investigação e os depoimentos apresentados pela acusação e pela defesa. Ao final da sessão, os sete jurados reconheceram a responsabilidade de Júlio César Henrique da Silva pelos crimes, e o juiz fixou a pena em 37 anos, 2 meses, 10 dias de prisão. O crime Segundo a denúncia do Ministério Público, Júlio César e Lorraine mantiveram um relacionamento por aproximadamente um ano e chegaram a morar juntos durante seis meses. Ainda conforme o processo, Lorraine era vítima de violência psicológica e já havia sido agredida fisicamente pelo companheiro em outra ocasião. Os episódios de violência motivaram o fim do relacionamento, decisão que, segundo a investigação, não foi aceita pelo homem. No dia do crime, Júlio foi até a casa onde Lorraine estava com a mãe, Maria Gorete, na comunidade de Buritis. Armado com uma pistola, ele disparou diversas vezes contra as duas. Maria Gorete morreu no local. Lorraine foi socorrida em estado grave, com ferimentos no rosto. Ela sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes e perdeu a visão. Em razão da condição de saúde, ela deixou de viver com os dois filhos. Maria Gorete foi morta pelo ex-genro Júlio César Henrique da Silva. TV Integração/Reprodução LEIA TAMBÉM: Adolescentes agridem agentes no Centro Socioeducativo de Divinópolis Mulher é presa com remédios para emagrecimento e anabolizantes Moradores de Divinópolis ficam curiosos para saber quem ganhou R$ 43 milhões Arma era registrada Após os disparos, Júlio César se apresentou voluntariamente na Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis. A arma utilizada no crime, uma pistola de uso restrito, foi encontrada dentro do carro dele e apreendida. De acordo com a investigação, Júlio possuía a arma de forma legal por ser Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O que disse a defesa "A defesa técnica recebeu com respeito a decisão proferida pelo Conselho de Sentença no julgamento realizado nesta data, reafirmando seu absoluto compromisso com o Tribunal do Júri, com a soberania dos veredictos e com o regular funcionamento das instituições democráticas. Todavia, entende que o resultado é manifestamente contrário às provas produzidas nos autos, circunstância que, nos termos da legislação processual penal, autoriza sua impugnação por meio de recurso. Dessa forma, a defesa interporá recurso de apelação, buscando que o Tribunal competente reexamine a decisão, na expectativa de que a sentença seja reformada na forma da lei. A defesa confia na atuação das instâncias revisoras e exercerá, pelos meios legalmente previstos, o direito de submeter a decisão ao reexame do Tribunal competente." O que é feminicídio? VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas