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Hospital filantrópico: entenda como funciona o atendimento pelo SUS

Hospital filantrópico é hospital particular? É público? Vive apenas de doações? As dúvidas são comuns e ajudam a entender um modelo que tem participaçÃ...

Hospital filantrópico: entenda como funciona o atendimento pelo SUS
Hospital filantrópico: entenda como funciona o atendimento pelo SUS (Foto: Reprodução)

Hospital filantrópico é hospital particular? É público? Vive apenas de doações? As dúvidas são comuns e ajudam a entender um modelo que tem participação importante na assistência à saúde no Brasil. A Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC), mantenedora do Hospital Erasto Gaertner e de outras unidades de assistência, é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos. Isso significa que sua atuação não tem como finalidade distribuir resultados financeiros a proprietários ou acionistas. Os recursos são direcionados à manutenção e ao desenvolvimento da missão institucional. Em 2025, 75% dos atendimentos realizados pela Liga ocorreram pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo do ano, mais de 87 mil pessoas foram atendidas e aproximadamente 2,75 milhões de procedimentos foram realizados, entre atividades ambulatoriais, diagnósticas, terapêuticas e de alta complexidade. O que significa ser uma instituição filantrópica? Uma instituição filantrópica de saúde é uma organização privada sem fins lucrativos que desenvolve atividades de interesse público. No caso da LPCC, a atuação está concentrada no enfrentamento do câncer por meio de assistência, prevenção, ensino, pesquisa e inovação. Ser uma instituição privada, portanto, não significa atuar exclusivamente de forma particular. Uma organização filantrópica pode prestar serviços ao SUS, atender pacientes de convênios e particulares e contar com outras fontes de recursos para manter suas atividades. Qual é a relação entre a LPCC e o SUS? O SUS representa a maior parcela da assistência prestada pela Liga. Em 2025, três em cada quatro atendimentos da instituição foram realizados pelo sistema público. Nesses casos, os procedimentos são remunerados pelo SUS de acordo com regras e tabelas próprias. A instituição utiliza sua estrutura, equipes e recursos para realizar o atendimento e recebe o repasse correspondente aos serviços previstos. Na assistência oncológica de alta complexidade, a operação envolve equipes especializadas, equipamentos, medicamentos, infraestrutura e diferentes processos assistenciais. Segundo informações da própria LPCC, os valores repassados pelo SUS ficam abaixo das necessidades cotidianas da instituição, o que contribui para um déficit orçamentário. Se o SUS paga pelo atendimento, por que existem outras fontes de receita? A operação de um complexo oncológico envolve diferentes necessidades e, no caso da LPCC, a composição de recursos não se limita à assistência remunerada pelo SUS. Convênios e atendimentos particulares fazem parte dessa estrutura. Doações de pessoas físicas e empresas, eventos beneficentes, parcerias, projetos incentivados e outras iniciativas de captação também podem contribuir para investimentos e necessidades que não são integralmente cobertos pela remuneração assistencial. Essas diferentes fontes compõem a estrutura financeira da instituição e podem apoiar a manutenção da operação, a atualização de tecnologias e outras iniciativas relacionadas à assistência. Onde entram as doações? As doações são uma das formas de participação da sociedade na missão da instituição. De acordo com a LPCC, os recursos podem apoiar projetos, aquisição de equipamentos, melhorias de infraestrutura e outras necessidades definidas pela organização. A Liga mantém canais oficiais de doação e também desenvolve campanhas e projetos de mobilização ao longo do ano. Para realizar uma contribuição, a orientação é utilizar os canais institucionais e verificar a identificação oficial da campanha. A doação, portanto, não substitui o financiamento público da saúde. Ela representa uma fonte adicional de recursos que pode contribuir para projetos e investimentos da instituição. E os convênios e pacientes particulares? A existência de atendimentos por planos de saúde e de forma particular não descaracteriza a atuação filantrópica. Essas modalidades fazem parte da operação de uma instituição privada sem fins lucrativos e podem coexistir com a assistência prestada pelo SUS. A composição de diferentes fontes de receita contribui para a estrutura financeira da organização e para a manutenção de profissionais, serviços, equipamentos e demais recursos utilizados na assistência. Para onde vai o resultado financeiro? Em uma organização sem fins lucrativos, eventual resultado positivo não é distribuído a acionistas ou proprietários. Os recursos permanecem vinculados à atividade institucional e podem ser direcionados à manutenção da operação, investimentos, expansão, modernização e desenvolvimento dos serviços, conforme as necessidades e os objetivos da organização. Essa característica ajuda a diferenciar uma instituição filantrópica de uma empresa cuja finalidade inclui a distribuição de lucro aos seus proprietários. Filantropia e assistência pública fazem parte da mesma estrutura Fachada do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, que integra a estrutura da Liga Paranaense de Combate ao Câncer. Divulgação/Erasto Gaertner O funcionamento de uma instituição filantrópica de saúde envolve diferentes elementos. No caso da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, a assistência pelo SUS representa a maior parte dos atendimentos, enquanto convênios, particulares, doações, parcerias e outras fontes também integram a estrutura da organização. Esse modelo permite que uma instituição privada sem fins lucrativos mantenha uma atuação voltada ao interesse público e, ao mesmo tempo, desenvolva ações de assistência, prevenção, ensino, pesquisa e inovação. Sobre a Liga Paranaense de Combate ao Câncer A Liga Paranaense de Combate ao Câncer é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos que atua no enfrentamento do câncer. A organização é mantenedora do Hospital Erasto Gaertner e de outras unidades de assistência, desenvolvendo atividades nas áreas de atendimento, prevenção, ensino, pesquisa e inovação.