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Hugo Motta defende uso da reciprocidade contra EUA após anúncio do tarifaço

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (R...

Hugo Motta defende uso da reciprocidade contra EUA após anúncio do tarifaço
Hugo Motta defende uso da reciprocidade contra EUA após anúncio do tarifaço (Foto: Reprodução)

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB) Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), criticou nesta quinta-feira (16) a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta à medida. Em nota, Motta afirmou que o Parlamento apoia o diálogo entre países soberanos, mas rejeita o uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão política. 🔎 O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. A medida entra em vigor em 22 de julho. Segundo o deputado, a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, é um instrumento legítimo para a defesa dos interesses nacionais diante de medidas consideradas prejudiciais ao Brasil. Motta classificou as tarifas como uma ação unilateral e protecionista que ameaça empregos e afeta setores estratégicos da economia brasileira. ➡️ A lei brasileira, sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que apliquem barreiras comerciais, legais ou políticas contra o Brasil. O presidente da Câmara também afirmou que não há justificativa técnica ou comercial para a imposição das tarifas e disse que a medida representa uma agressão ao livre comércio e à soberania do país. Ele acrescentou que a Câmara acompanhará os desdobramentos do caso e atuará na defesa do setor produtivo, dos exportadores e dos empregos brasileiros. Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que "várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos". Tarifaço americano: Brasil calcula que medida atinge 18% das exportações pros EUA 18% das exportações brasileiras podem ser impactadas O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou nesta quinta-feira (16) que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. De acordo com Rosa, o percentual tem como referência as exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e corresponde a US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Segundo Márcio Elias Rosa, se for considerado o ano de 2025, a participação dos setores atingidos nas exportações cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões. Márcio Elias Rosa disse ainda que, conforme a análise feita pelo governo, com a nova decisão da gestão Trump, o Brasil terá, sem tarifa na pauta exportadora, 57% dos produtos vendidos aos Estados Unidos. Conforme o ministro, 24% dos produtos estão sujeitos a uma tarifa que poderá chegar a até 50%. São itens como aço, alumínio, e alguns fabricados pelo setor automotivo. LEIA TAMBÉM: PIX, STF, redes sociais: governo Lula contesta argumentos dos EUA para novo tarifaço contra o Brasil Veja itens que serão afetados ou isentos pelo tarifaço