Imperatriz Leopoldinense 2026: veja o enredo e cante o samba
Cartaz do enredo da Imperatriz de 2026 Reprodução A Imperatriz Leopoldinense é a 2ª escola do domingo (15). O desfile deve começar entre 23h20 e 23h30. O e...
Cartaz do enredo da Imperatriz de 2026 Reprodução A Imperatriz Leopoldinense é a 2ª escola do domingo (15). O desfile deve começar entre 23h20 e 23h30. O enredo é “Camaleônico”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Enredo e samba: Imperatriz 2026 O enredo Essa história começa com uma criatura difícil de explicar. Ney Matogrosso cantou ser homem com H. Mas também parece bicho. Às vezes, pássaro. Outras, fera. Ele muda de forma, de cor, de pele. Nunca é uma coisa só. Quando pousa no chão, se mistura com a mata, com as plumas, com as máscaras e os brilhos do carnaval. É camaleônico. Quem o vê dançar não sabe dizer se é homem ou mulher. Ney canta com voz doce num corpo forte, usa pintura no rosto, batom na boca, pelo no peito, olhar marcado. Seu corpo quebra, serpenteia, provoca. É livre demais para caber em rótulos. É instinto em movimento. Esse ser guarda um poder raro: a voz. Uma voz que canta quando tentam calar. Uma voz que mistura o doce e o amargo, o silêncio e o grito. Uma voz que alimenta olhos, ouvidos e bocas. É arte que se come com todos os sentidos. A cada transformação, ele vira outro. Às vezes, bandido sedutor, malandro perigoso, amante proibido. Às vezes, anjo torto, santo que não se comporta, divindade que dança fora da regra. Ele acolhe quem foi deixado de fora: os loucos, os marginais, os diferentes, os que não cabem no normal. Sua canção fala de feridas abertas, de dores antigas, de culturas silenciadas. Mas também fala de prazer, de festa, de desejo e de alegria. Ele canta para quem prefere não fingir. Para quem dança mesmo quando dizem que não pode. Quando vira o rosto para a festa, o mundo se ilumina. Surgem músicas solares, convites para brincar, amar, rir, suar e viver. Uma folia tropical sem culpa, sem medo, sem moral apertada. Um jardim cheio de delícias, travessuras e liberdade. Esse ser não quer ser santo. Quer ser inteiro. Doce e venenoso. Riso e risco. Corpo e voz. Homem, bicho e fantasia. É essa criatura camaleônica que a Imperatriz Leopoldinense leva para a avenida. Um desfile sobre transformação, liberdade e arte. Uma celebração de quem ousa ser muitos — e, por isso mesmo, nunca desaparece. Cante o samba Autores: Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente, Bernardo Nobre, Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro Intérprete: Pitty de Menezes Se joga na festa, esquece o amanhã Minha escola na rua pra ser campeã! Vem, meu amor Vamos viver a vida Bota pra ferver Que o dia vai nascer feliz na Leopoldina Sou meio homem, meio bicho O silêncio e o grito Pássaro, mulher Que pinta a verdade no rosto Traz a coragem no corpo E nunca esconde o que é Pelo visível, indefinível Ressignifica o frágil O que confunde é o desbunde Do que desafia o fácil Canto com alma de mulher Arte que sabe o que quer E não se esqueça Eu sou o poema que afronta o sistema A língua no ouvido de quem censurar Livre para ser inteiro Pois sou homem com H E como sou… O bicho, bandido, pecado e feitiço Pavão de mistérios, rebelde, catiço A voz que à Cálida Rosa deu nome A força de Athenas que o mal não consome O sangue latino que vira Vira, vira lobisomem Eu juro que é melhor se entregar Ao jeito felino provocador Devoro pra ser devorado Não vejo pecado ao Sul do Equador Ficha técnica Fundação: 6 de março de 1959 Cores: 🟢⚪🪙Verde, Branco e Ouro Presidente de Honra (In Memoriam): Luiz Pacheco Drumond Presidente: Cátia Drumond Carnavalesco: Leandro Vieira Diretores de Carnaval: André Bonatte e Pedro Henrique Leite Intérprete: Pitty de Menezes Mestre de Bateria: Lolo Rainha de Bateria: Iza Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro Comissão de Frente: Patrick Carvalho Iza no ensaio técnico da Imperatriz Anderson Bordê/AgNews