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Justiça nega prisão domiciliar para PM detido após atirar dentro de casa no litoral de SP

PM é baleado por policiais em rodovia de SP após efetuar disparos dentro de casa A Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, negou o pedido de pris...

Justiça nega prisão domiciliar para PM detido após atirar dentro de casa no litoral de SP
Justiça nega prisão domiciliar para PM detido após atirar dentro de casa no litoral de SP (Foto: Reprodução)

PM é baleado por policiais em rodovia de SP após efetuar disparos dentro de casa A Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, negou o pedido de prisão domiciliar de Hércules Adriano dos Santos, o policial militar da reserva que foi preso após atirar dentro de casa em Mongaguá. Ao g1, o advogado dele informou que aguarda audiência de instrução do réu. Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início em 17 de fevereiro, quando a esposa do agente acionou a corporação e relatou que ele havia efetuado um disparo dentro da residência. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem deixando o imóvel de carro, o que deu início a uma perseguição que terminou na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Hércules foi baleado na rodovia, na divisa entre Praia Grande e Mongaguá. De acordo com a PM, os disparos ocorreram diante do “risco iminente” que o homem representava para si e para os motoristas que trafegavam pela via. PM é baleado por policiais na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na divisa das cidade de Mongaguá e Praia Grande Matheus Croce/TV Tribuna e Redes Sociais Ele foi internado sob escolta policial e denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal, disparo de arma de fogo, posse de arma com numeração suprimida e resistência. Conforme apurado pelo g1, Hércules passou por uma cirurgia no fêmur e teve alta do hospital há uma semana, quando foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes. Prisão domiciliar O advogado do réu, João Carlos de Jesus Nogueira, encaminhou à Justiça um documento solicitando revogação da prisão preventiva ou substituição por prisão domiciliar devido ao quadro de saúde de Hércules após a lesão no fêmur. No pedido, o advogado alegou que o policial não é acusado de crime hediondo e possui residência fixa, portanto, pode ser facilmente localizado. No entanto, o juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, negou a solicitação. De acordo com ele, o benefício é destinado a quem esteja “extremamente debilitado por motivo de doença grave”, o que não foi diagnosticado no quadro de Hércules. “O réu não demonstra insuficiente ou inadequação do tratamento médico que vem recebendo pelo Estado, recebendo alta médica recentemente, a indicar evolução positiva de seu quadro”, afirmou o magistrado. Defesa Ao g1, o advogado João Carlos de Jesus Nogueira informou que a decisão foi negada em primeiro grau, mas a defesa aguarda audiência de instrução, debates e julgamento, que está marcada para terça-feira (2) por videoconferência. Na ocasião, o réu será interrogado e outras oito testemunhas serão ouvidas, sendo cinco policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep). O advogado ressaltou que possui ainda um pedido de habeas corpus, que deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no dia 11 de junho. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos