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Mel falso pode prejudicar saúde e causar prejuízo a produtores; saiba identificar

Teste para saber se mel é falsificado em Roraima Luiz de Matos/Rede Amazônica Mel adulterado pode causar prejuízos para consumidores e apicultores em Roraima...

Mel falso pode prejudicar saúde e causar prejuízo a produtores; saiba identificar
Mel falso pode prejudicar saúde e causar prejuízo a produtores; saiba identificar (Foto: Reprodução)

Teste para saber se mel é falsificado em Roraima Luiz de Matos/Rede Amazônica Mel adulterado pode causar prejuízos para consumidores e apicultores em Roraima. Misturas com ingredientes como açúcar, amido, corantes e essências para aumentar o volume do produto podem reduzir o preço do produto e dificultar a concorrência com quem produz mel puro. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (29). 🍯 A produção de mel em Roraima gira em torno de 180 toneladas por safra. A zootecnista e professora da Escola Agrotécnica (EAgro) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Sheron Barbosa, explica que a falsificação do produto gera concorrência desleal e, além de afetar os consumidores, causa prejuízos aos apicultores. "O impacto não é só para o mercado, não é só impacto financeiro, mas também tem impacto para o meio ambiente e para a saúde das pessoas", destaca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima Como identificar mel é falsificado? Sheron explica três testes que o consumidor pode fazer em casa para identificar se o mel comprado é falso: cristalização, teste de água e teste com iodo. Veja: Cristalização Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cristalização não significa que o mel é falso ou que estragou. Segundo a zootecnista, esse é um processo natural que ocorre quando os açúcares presentes no mel se transformam em pequenos cristais. O processo pode ocorrer quando o produto fica armazenado por determinado período ou em ambiente refrigerado. Teste da água Outro método citado pela zootecnista é o teste da água. Nesse procedimento, uma pequena quantidade de mel é colocada em um copo com água para observar como o produto se comporta. Segundo ela, o mel puro tende a afundar e permanece mais concentrado no fundo do recipiente e demora mais para se misturar ao líquido, enquanto o produto adulterado tende a se misturar mais rapidamente à água. Teste do iodo Outro método citado pela zootecnista é o teste com iodo, que pode indicar a presença de amido no mel. O iodo é um elemento químico usado em diferentes produtos e também em soluções antissépticas, conhecidas como tintura de iodo. No teste, é essa solução que reage com o amido e provoca uma mudança de cor. Para fazer o procedimento, ela orienta a misturar partes iguais de mel e água em um recipiente. Depois, são acrescentadas duas gotas de tintura de iodo à mistura. Segundo Sheron, se a solução ficar muito escura, próxima da cor preta, isso pode indicar a presença de amido e, consequentemente, uma possível adulteração. Qual é a orientação ao consumidor? 🐝 A especialista orienta que consumidores observem o rótulo, composição e selo de inspeção antes de comprar. A verificação desses itens é uma das formas de reduzir o risco de adquirir produtos irregulares. Ela destaca que o consumidor que compra mel adulterado pode, além de perder a confiança no produto, ficar exposto a substâncias que não esperava encontrar na composição. "A pessoa vai estar consumindo achando que ali só tem mel e, se ele for adulterado, vão ter outros produtos misturados ali que podem vir a fazer mal para a saúde", alertou. Caso suspeite que comprou mel adulterado, o consumidor deve procurar os órgãos responsáveis pela fiscalização e defesa do consumidor. A denúncia pode ser feita nos seguintes canais: Vigilância Sanitária municipal — localizada na rua Coronel Mota, 418, esquina com a avenida Getúlio Vargas, Centro, Boa Vista, ou por ligação no número 156. Vigilância Sanitária estadual — na rua Dr. Arnaldo Brandão, nº 283 (esquina com a Avenida Capitão Júlio Bezerra), no bairro São Francisco, no número (95) 98404-0421. Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) — localizado na avenida Santos Dumont, 594, Bairro São Pedro, zona Leste. Procon Municipal — avenida Ville Roy, 6606, bairro Centro. Ou pelos números (95) 98403-6241 e (95) 98400-4441, e por mensagens de WhatsApp, pelo número (95) 98412-1732; também é possível entrar em contato pelo e-mail procon@boavista.rr.gov.br. Veja mais sobre a apicultura em Roraima: Apicultores de Roraima esperam colher cerca de 250 toneladas de mel Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.