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Polícia Civil pede prisão de padre em Ribeirão Preto, SP, por crimes sexuais

Polícia pede a prisão de padre suspeito de assédio contra coroinhas A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do padre Mário Reis, afastado d...

Polícia Civil pede prisão de padre em Ribeirão Preto, SP, por crimes sexuais
Polícia Civil pede prisão de padre em Ribeirão Preto, SP, por crimes sexuais (Foto: Reprodução)

Polícia pede a prisão de padre suspeito de assédio contra coroinhas A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do padre Mário Reis, afastado das atividades da igreja em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP). O inquérito policial concluiu que o religioso cometeu os crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas da igreja. O Ministério Público vai analisar se oferece ou não a denúncia contra o padre. Não há prazo para a manifestação. O processo corre em segredo de justiça. Em nota, o advogado Pedro Brichi Seixas dos Reis, que defende o religioso, informou que a conclusão da investigação não significa culpa e criticou a apuração da polícia. "Por dever de esclarecimento, registra-se que o relatório final de inquérito policial não constitui acusação formal, tampouco juízo de culpa. Trata-se de peça de natureza opinativa, produzida unilateralmente na fase investigativa, sem contraditório e sem ampla defesa, cujas conclusões não vinculam o Ministério Público nem o Poder Judiciário." Padre Mário Reis da Silveira, em Ribeirão Preto (SP), é alvo de investigação após denúncias de assédio. Reprodução/EPTV O que a polícia apurou Segundo fontes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), conteúdos extraídos pela perícia dos celulares do padre reforçaram relatos das vítimas ouvidas no inquérito. Entre os materiais analisados, há trocas de mensagens e imagens de cunho íntimo envolvendo menores de idade, ainda segundo fontes da investigação. Ao longo da apuração, ao menos seis vítimas foram ouvidas pela polícia. O padre também foi interrogado. Nos depoimentos, as vítimas relataram episódios de toques em partes íntimas, beijos e tentativas de beijo. Houve relatos de situações ocorridas há aproximadamente 20 anos e de outras mais recentes, segundo fontes ligadas ao caso. Desde junho deste ano, a reportagem conversou com algumas pessoas que dizem ter sido vítimas. Parte delas relatou que os episódios ocorriam quando o padre as chamava para conversas particulares depois das missas. Relembre o caso Mário Reis da Silveira foi afastado em março deste ano pela Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto depois que denúncias chegaram à Polícia Civil e à própria Igreja. Na ocasião, a Arquidiocese informou que instaurou uma investigação prévia e suspendeu o padre de todos os ofícios eclesiásticos. Esta matéria está em atualização