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Presidente Prudente contrata estudo para buscar solução para alagamentos no Parque do Povo

Prefeitura assina ordem para estudo de R$ 700 mil contra alagamentos no Parque do Povo A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) assinou, nesta terça-feira (11)...

Presidente Prudente contrata estudo para buscar solução para alagamentos no Parque do Povo
Presidente Prudente contrata estudo para buscar solução para alagamentos no Parque do Povo (Foto: Reprodução)

Prefeitura assina ordem para estudo de R$ 700 mil contra alagamentos no Parque do Povo A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) assinou, nesta terça-feira (11), a ordem de serviço para o início dos estudos de drenagem que buscam solucionar os alagamentos no Parque do Povo. A elaboração do projeto terá custo superior a R$ 700 mil e atende a uma determinação judicial que é discutida há quase dez anos. Segundo a prefeitura, o prazo para a conclusão do estudo é de 12 meses, contados a partir desta terça-feira. O prefeito Milton Carlos de Mello, o Tupã (Republicanos), afirmou, porém, que a expectativa é de que o trabalho seja concluído antes do prazo previsto. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “Nós já conversamos com a empresa que vai executar esse projeto; eles sabem da importância que esse projeto tem para a cidade. Eu tenho a certeza absoluta de que esse cronograma vai ser diminuído. A partir do projeto pronto, aí nós podemos ir atrás do recurso. Antes nós podemos, antes disso, somente conversas", disse o prefeito. Alagamentos recorrentes Casos de alagamento no Parque do Povo acontecem com frequência, principalmente durante períodos chuvoso. A empresa especializada ficará responsável pela elaboração de estudos técnicos para diagnosticar as causas das enchentes e indicar as soluções mais adequadas para a contenção das enchentes na região. A empresa contratada é a Hidrostudio Engenharia S/S, de São Paulo (SP), conforme o termo de contrato publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE), em 7 de agosto deste ano. O contrato tem vigência de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, e investimento de R$ 715.344,95. Aluizio Canholi, diretor da empresa responsável pelo projeto, confirmou durante coletiva que a iniciativa prevê o mapeamento das estruturas do Parque do Povo a partir da elaboração de um cadastro detalhado. “Aqui [no Parque do Povo] já tiveram várias obras em várias épocas, eu creio, como já foi falado até pelo secretário de Obras, a cada enchente tem alguma obra que é feita, um reparo, então isso muda muito as características do sistema”, reforçou. Alagamento foi registrado no Parque do Povo, em Presidente Prudente, neste domingo (8) Reprodução Planejamento de estudos Entre as medidas que poderão ser adotadas para solucionar o problema estão a construção de reservatórios e a implantação de novas galerias, segundo Aluizio Canholi. “A melhor alternativa vai ser escolhida por todo mundo aqui, pela prefeitura, pelo secretário de Obras. A gente dá o apoio, mas é uma escolha que é feita com a cidade.” Os estudos irão contemplar um diagnóstico completo da bacia hidrográfica do Córrego do Veado, incluindo seus principais afluentes, os córregos Bacarin e Boscoli, além da avaliação da infraestrutura de macrodrenagem existente e das condições de escoamento das águas pluviais em todo o entorno. “Pelo déficit que já tem aqui, em que uma chuva de 35 milímetros já é capaz de causar enchente, quanto maior o déficit, maior o porte das obras de correção”, continua Aluizio Canholi. O diretor da empresa também explicou que a capacidade das galerias pluviais pode ser insuficiente durante chuvas intensas. Como exemplo, citou uma estrutura projetada para comportar uma vazão de 30 metros cúbicos de água por segundo, mas que pode receber até 80 metros cúbicos por segundo em episódios de chuva forte, excedendo em 50 metros cúbicos por segundo a capacidade prevista. “Isso aí exige um grande volume para um reservatório, ou uma outra galeria grande também. O que a gente antevê é que esses investimentos serão altos, bastante altos.” “Por outro lado, a gente já tem bastante experiência, como eu já falei na minha apresentação, de fazer esses investimentos por etapas. Não dá para a gente sair de uma chuva de 35 metros [cúbicos], passar por uma chuva de 100 milímetros e não ter enchente em uma etapa só. Isso aí, em nenhum lugar do mundo faz isso, sempre faz por etapas”, completou. Alagamento no Parque do Povo de Presidente Prudente (SP) Paulo Bravin/Arquivo Pessoal Fatores que contribuem para alagamentos De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sosp), o objetivo é identificar as intervenções necessárias para reduzir os impactos provocados pelas fortes chuvas. Um dos fatores que contribuem para os alagamentos é a intensa impermeabilização do solo urbano, consequência do crescimento da cidade ao longo do tempo. Com menos áreas de infiltração, a água das chuvas escoa rapidamente em direção ao Córrego do Veado e seus afluentes, aumentando significativamente o volume e a velocidade do fluxo. Outro ponto identificado é que a atual rede de macrodrenagem do Parque do Povo foi dimensionada para uma realidade urbana diferente da que existe atualmente. Com o aumento da área impermeabilizada e das contribuições das diversas sub-bacias da região, o sistema tornou-se insuficiente para suportar eventos de chuvas intensas, favorecendo a ocorrência de alagamentos. Os estudos técnicos deverão avaliar toda a infraestrutura já implantada e propor alternativas de engenharia que sejam eficientes tanto do ponto de vista hidráulico quanto econômico, permitindo que futuras intervenções sejam executadas de forma planejada e integrada. A contratação representa a primeira etapa de um processo de planejamento para a definição das obras necessárias à mitigação dos alagamentos, oferecendo ao município uma base técnica consistente para a elaboração dos projetos e a busca de recursos destinados às futuras intervenções. Placa com aviso de alagamento no Parque do Povo em Presidente Prudente (SP) Emerson Sanchez/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM