Presos três integrantes do PCC suspeitos de planejar a morte do ex-delegado geral Ruy Ferraz
Presos três integrantes do PCC suspeitos de planejar a morte do ex-delegado geral Ruy Ferraz A polícia civil de São Paulo prendeu três integrantes do PCC pe...
Presos três integrantes do PCC suspeitos de planejar a morte do ex-delegado geral Ruy Ferraz A polícia civil de São Paulo prendeu três integrantes do PCC pelo assassinato do ex-delegado geral Ruy Ferraz. A polícia disse que Marcio Serapião de Oliveira e os irmãos Fernando Alberto Ribeiro Teixeira e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira se reuniram em março de 2025, no litoral sul de São Paulo, para combinar o crime. E que, depois disso, passaram a vigiar os passos do ex-delegado geral. Ruy Ferraz Fontes foi morto em setembro do ano passado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele tinha deixado o prédio da prefeitura, onde trabalhava como secretário de administração. A polícia chegou até os três bandidos ao analisar movimentações financeiras e conversas em celulares apreendidos durante a investigação. Segundo os policiais, Ruy Ferraz Fontes tinha prendido os três quando era delegado. A polícia procura ainda outros dois suspeitos, também do PCC. Segundo as investigações, um deles, Pedro Luiz da Silva Moraes. Ele fugiu para a Bolívia logo depois do crime. E a polícia está a procura do quinto envolvido. "Nós estamos ainda tentando localiza-lo, ele está no estado de SP, nas proximidades, nós estamos com as equipes lá, então não vamos divulgar o nome pra não atrapalhar as investigações", diz Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia ainda investiga se há a participação de mais gente no crime. "É o que está faltando na nossa concepção, é essa última pecinha de quem foi a pessoa q pôs esse mecanismo todo pra funcionar. Nós temos toda a logística do crime, da execução e muito perto daqueles que mandaram os executores. Talvez exista uma peça acima dessa, essa resposta tem q vir com a investigação de forma responsável e técnica", afirma Diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Ronaldo Sayeg. A principal suspeita para o crime é vingança. "A tendência maior aqui que caminha é que seja em razão da atuação dele enquanto delegado de polícia tanto nas prisões dessas pessoas, de familiares como no enfrentamento ao PCC", diz Ivalda. No total, 13 pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento na morte. Dessas, cinco foram soltas, e são monitoradas por tornozeleira eletrônica. O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas dos três presos.