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Quatro mulheres denunciam médico preso por suspeita de abuso sexual na Paraíba

Justiça mantém prisão de médico suspeito de abuso sexual O número de mulheres que denunciaram um médico suspeito de abuso sexual durante consultas em Caap...

Quatro mulheres denunciam médico preso por suspeita de abuso sexual na Paraíba
Quatro mulheres denunciam médico preso por suspeita de abuso sexual na Paraíba (Foto: Reprodução)

Justiça mantém prisão de médico suspeito de abuso sexual O número de mulheres que denunciaram um médico suspeito de abuso sexual durante consultas em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, chegou a quatro. As vítimas já prestaram depoimento à Polícia Civil, sendo duas na quarta-feira (4) e outras duas nesta quinta-feira (5). De acordo com o delegado Túlio Lustosa Cantarelli, responsável pelo caso, outras mulheres também devem procurar a delegacia nos próximos dias. Uma delas já está com depoimento agendado para a próxima segunda-feira (9). A polícia estima que pelo menos outras duas ou três possíveis vítimas ainda possam relatar situações semelhantes. A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do médico após audiência de custódia nesta quinta-feira (5). Ele havia sido preso em flagrante e permanece detido enquanto as investigações continuam. O nome do médico não foi divulgado. Delegacia de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba Antônio Vieira Segundo o delegado, uma das mulheres ouvidas na quinta-feira apresentou áudios gravados durante consultas com o profissional. Os arquivos foram entregues à Polícia Civil e ainda serão analisados. "Ela chegou a voltar em outras vezes na consulta porque precisava ser atendida pelo médico e gravou um áudio. Ela cedeu vários áudios para a gente, mas esses áudios ainda vão ser analisados", explicou Túlio Lustosa Cantarelli. Como começaram as denúncias Médico é preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes em Caaporã O médico foi preso em flagrante, na tarde desta quarta-feira (4), suspeito de praticar atos libidinosos contra pacientes durante atendimentos. O médico atendia em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona rural do município de Caaporã. As investigações tiveram início após uma paciente de 20 anos procurar a delegacia e denunciar que teria sido vítima de conduta sexual inadequada durante uma consulta realizada na manhã desta quarta-feira. Segundo o relato, o médico teria utilizado a justificativa de procedimentos clínicos para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer questionamentos de cunho sexual durante o atendimento. Após a denúncia, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências na unidade de saúde e identificaram outros relatos envolvendo a conduta do profissional. Uma segunda paciente, de 44 anos, também procurou a polícia e relatou ter sido submetida a situações semelhantes durante atendimento anterior no mesmo local. Funcionários da unidade também foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao suspeito. Assim, o médico foi preso em flagrante. Em depoimento, ele alegou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. Para subsidiar as investigações, foram requisitados exames periciais ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além de solicitadas as imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde. A Prefeitura de Caaporã informou nesta quinta-feira (5) que solicitou o afastamento cautelar do médico. Em nota, a gestão afirmou que a medida tem caráter preventivo e que pediu à empresa responsável pela contratação do profissional que providencie a substituição dele. Procedimento do CRM-PB O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu uma sindicância para investigar a conduta do médico. O procedimento foi instaurado na quarta-feira (4) e busca apurar se houve infração ao Código de Ética Médica. A investigação vai reunir documentos, analisar os relatos e verificar se existem indícios de autoria e materialidade das possíveis infrações. Segundo o CRM-PB, caso um processo ético-profissional seja aberto, serão garantidos ao médico o direito à ampla defesa e ao contraditório. Poderão ser ouvidos o profissional investigado, as pacientes e testemunha. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba