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Queimadas deixam qualidade do ar péssima em cidades do interior do AM; Manaus tem nível moderado

Fumaça das queimadas encobre Itacoatiara, no interior do Amazonas, nesta sexta-feira (23) Municípios do interior do Amazonas continuam enfrentando altos níve...

Queimadas deixam qualidade do ar péssima em cidades do interior do AM; Manaus tem nível moderado
Queimadas deixam qualidade do ar péssima em cidades do interior do AM; Manaus tem nível moderado (Foto: Reprodução)

Fumaça das queimadas encobre Itacoatiara, no interior do Amazonas, nesta sexta-feira (23) Municípios do interior do Amazonas continuam enfrentando altos níveis de poluição do ar provocada por queimadas. Na manhã desta sexta-feira (23), Itacoatiara registrou qualidade do ar péssima. O município enfrenta incêndios florestais há semanas, e um deles, na região do Rio Urubu, já dura 54 dias. Às 6h, a concentração de partículas finas em Itacoatiara chegou a 250 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Às 8h15, o índice caiu para 148,8 µg/m³, mas a qualidade do ar permaneceu na categoria péssima. No primeiro horário, o município tinha um dos piores índices entre as localidades monitoradas no país. Os dados são do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A plataforma monitora a concentração de partículas finas suspensas no ar. Essas partículas estão presentes na fumaça das queimadas e podem penetrar profundamente nos pulmões. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Além de Itacoatiara, Barreirinha e Autazes também registraram qualidade do ar péssima nesta sexta-feira. Os índices eram de 143,7 µg/m³ e 133,5 µg/m³, respectivamente. Em Manaus, a situação era diferente. Por volta das 7h, todos os sensores da capital indicavam qualidade do ar moderada. As concentrações de partículas suspensas variavam entre 27,1 e 37 µg/m³. Incêndio em Itacoatiara já dura 54 dias Na zona rural de Itacoatiara, o incêndio na região do Rio Urubu já dura 54 dias. As chamas atingiram mais de 4 mil hectares de vegetação, área equivalente a quase 5,6 mil campos de futebol. O fogo também avançou sobre parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, território do povo Mura. O acesso difícil à região dificulta o combate às chamas. Há uma semana, dois aviões do Prevfogo, órgão ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atuam no local. Uma aeronave da Defesa Civil do Amazonas também participa da operação. As equipes realizam lançamentos de água sobre as áreas atingidas. Mesmo com a atuação dos órgãos, ainda há focos ativos. Outro incêndio preocupa os moradores da região. Na área da Vila de Lindóia, as chamas também atingem a vegetação. Segundo o Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a área de influência desse incêndio ultrapassa 800 hectares. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) afirma que a fumaça que encobre Itacoatiara também vem de incêndios em outros municípios do Baixo Amazonas e do oeste do Pará. Segundo a secretaria, a fumaça produzida pelas queimadas em Itacoatiara também é levada pelo vento para outras cidades. Ela pode chegar até Manaus. Qualidade do ar no interior Fumaça cobre município de Itacoatiara, no Amazonas, na manhã desta sexta-feira (23) Liam Cavalcante/Rede Amazônica Outros municípios do Amazonas também registraram altos níveis de poluição na manhã desta sexta-feira, segundo o Selva. Na Região Metropolitana de Manaus, cinco municípios apresentavam qualidade do ar muito ruim por volta das 7h: Iranduba: 80,8 µg/m³; Autazes: 113,7 µg/m³; Urucurituba: 100,3 µg/m³; Silves: 83,9 µg/m³; Itapiranga: 94,7 µg/m³. Em outras cidades, a situação era menos crítica. Careiro da Várzea, Manaquiri, Careiro e Maués apresentavam qualidade do ar moderada. Já em Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Novo Airão, os índices eram considerados bons. Em Parintins, a qualidade do ar também era péssima nos três pontos monitorados. Por volta das 7h, o sensor da região central registrava 204,6 µg/m³. Na Vila Amazônia, a concentração era de 199,6 µg/m³. Na região da Comunidade do Maranhão, o índice chegava a 160,2 µg/m³. Governo federal atua no combate a incêndios no AM De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a atuação de aeronaves, brigadistas e forças de segurança do governo federal ajudou a extinguir 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início da operação de combate às queimadas. O apoio federal se concentra principalmente em regiões isoladas e de difícil acesso. Atualmente, a estrutura federal conta com 17 aeronaves. São seis aviões Air Tractor, dois aviões KC-390, oito helicópteros e uma aeronave Caravan. A operação também utiliza nove embarcações e 66 veículos. Os equipamentos são usados no transporte de equipes e materiais, além do combate direto às chamas. A força-tarefa reúne 474 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Também participam 54 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e 41 integrantes da Força Nacional. Além disso, o governo federal custeia as diárias de 116 bombeiros do Amazonas. Fumaça das queimadas encobre Itacoatiara, no interior do Amazonas, nesta sexta-feira (23) Liam Cavalcante/Rede Amazônica Fumaça encobre Itacoatiara, no interior do Amazonas, nesta sexta-feira (23), em meio a incêndios florestais que atingem a região Liam Cavalcante/Rede Amazônica