Quem foi padre Euclides, sacerdote que deixou legado na educação e na assistência social de Ribeirão Preto, SP
Quem foi padre Euclides, sacerdote que marcou a história de Ribeirão Preto, SP A Biblioteca Padre Euclides, localizada no Centro de Ribeirão Preto (SP), é u...
Quem foi padre Euclides, sacerdote que marcou a história de Ribeirão Preto, SP A Biblioteca Padre Euclides, localizada no Centro de Ribeirão Preto (SP), é um dos espaços culturais mais tradicionais da cidade. O local não preserva apenas obras literárias, mas também a memória do sacerdote Euclides Gomes Carneiro, o padre Euclides, que ajudou no desenvolvimento social, educacional e cultural do município nas primeiras décadas do século 20. Responsável por iniciativas voltadas a leitura e assistência social, ele se tornou uma das figuras mais marcantes da história de Ribeirão Preto. Seu legado permanece vivo em instituições que ajudou a criar e em ações que contribuíram para transformar a vida de centenas de moradores. Esta reportagem faz parte da série 'Histórias Escondidas', uma produção especial da EPTV, afiliada da TV Globo, para celebrar os 170 anos de Ribeirão Preto, comemorados em 19 de junho. Curiosidades, personagens marcantes e fatos que pouca gente conhece ajudam a entender a trajetória de uma das cidades mais importantes do estado de São Paulo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quem foi padre Euclides Natural de Minas Gerais, Euclides chegou a Ribeirão Preto em 1902, quando foi designado para atuar como assistente da Paróquia São Sebastião. Posteriormente, participou dos trabalhos relacionados à construção da Catedral Metropolitana. A atuação do sacerdote, porém, ultrapassou os limites da Igreja. Em 1904, ele adquiriu um terreno na Rua Visconde de Inhaúma, onde fundou a Sociedade Legião Brasileira. No espaço, ele promovia atividades de catequese, encontros culturais e apresentações artísticas. Pintura do Padre Euclides Gomes Carneiro Divulgação/ Lar Padre Euclides Foi também naquele endereço que nasceu uma biblioteca que se tornaria referência cultural em Ribeirão Preto. O espaço rapidamente se consolidou como ponto cultural, recebendo palestras, encontros literários e personalidades de destaque da cultura nacional, entre elas o escritor Monteiro Lobato. Ao longo das décadas, o prédio também serviu para momentos marcantes da cidade. Em 1909, serviu de abrigo para moradores durante uma forte chuva de granizo. Já nas revoluções de 1924 e 1930, funcionou como hospital improvisado para atendimento aos feridos. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, foi utilizado como quartel-general das tropas paulistas. Com as transformações no centro da cidade, a antiga construção foi substituída por um edifício. Apesar das mudanças, a Biblioteca Padre Euclides permaneceu em atividade no primeiro andar do prédio localizado na Rua Visconde de Inhaúma e segue até os dias atuais. Prédio da Sociedade Legião Brasileira na Rua Visconde de Inhaúma Arquivo Histórico de Ribeirão Preto LEIA TAMBÉM Quem foi a freira de Ribeirão Preto perseguida e torturada pela ditadura Como antiga fazenda e coronel transformaram Ribeirão Preto em potência mundial do café Conheça história das antigas estações de trem que ajudaram no crescimento de Ribeirão Preto Conflito com a Diocese Além da contribuição para a cultura, padre Euclides teve papel importante na reorganização da Santa Casa de Ribeirão Preto e criou iniciativas voltadas aos trabalhadores da cidade. Sua obra social mais conhecida foi a fundação de um asilo destinado ao acolhimento de idosos e pessoas consideradas inválidas: o Asylo dos Inválidos que, posteriormente, virou Lar Padre Euclides. A construção da instituição gerou divergências com a Diocese de Ribeirão Preto. Segundo a historiadora Nainôra Maria Barbosa de Freitas, autora da tese A Criação da Diocese de Ribeirão Preto e o Governo do Primeiro Bispo, o episódio acabou resultando na transferência do padre para São José do Rio Pardo, em 1914. Lar Padre Euclides, nos Campos Elíseos Reprodução/EPTV Mesmo distante, Euclides manteve os laços com Ribeirão Preto. Ele retornava frequentemente para a cidade para arrecadar recursos destinados às obras assistenciais e acompanhar os projetos que havia criado, até sua morte em 1945, aos 65 anos. *Sob a supervisão de Rodolfo Tiengo. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região