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Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, diz IBGE

Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, diz IBGE Arquivo g1 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE...

Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, diz IBGE
Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, diz IBGE (Foto: Reprodução)

Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, diz IBGE Arquivo g1 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que Roraima tem a maior taxa de bebês não registrados no ano de nascimento do Brasil, com índice de 13,86% em 2024. O percentual é cerca de 14 vezes maior que a média nacional, de 0,95%, o menor valor da pesquisa desde 2015. Os dados fazem parte das Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos, divulgadas nessa quarta-feira (20). Os números são baseados nos registros dos cartórios de Registro Civil e nos sistemas de informação do Ministério da Saúde. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Para se ter uma ideia, o Paraná registrou a menor taxa de sub-registro de nascidos vivos do país, com apenas 0,12%, percentual cerca de 115 vezes inferior ao de Roraima. 📋👶 O sub-registro de nascidos vivos considera os nascimentos que não foram registrados em cartório dentro do prazo legal, até março do ano seguinte ao nascimento. O instituto destacou fatores como acessibilidade geográfica, baixa densidade de cartórios de registro civil, regiões isoladas e maior ocorrência de nascimentos domiciliares contribuem para os altos índices de sub-registro. Agora no g1 Quanto aos óbitos, o sub-registro estimado pelo IBGE para 2024 em Roraima foi de 10,91%, e está entre as cinco maiores do Brasil. Essa é a proporção de mortes que não foram registradas oficialmente em cartório. Três municípios entre as dez piores taxas No ranking nacional de municípios com maiores taxas de bebês não registrados no ano de nascimento, Alto Alegre ocupa a segunda posição, com 67,97%. Amajari aparece em terceiro lugar, com 60,10%, seguido por Uiramutã — o município mais indígena do país — em quarto, com 55,58%. O IBGE destacou que populações mais vulneráveis, como comunidades rurais e povos indígenas, predominantes nessas regiões, enfrentam obstáculos como pobreza e falta de acesso a serviços básicos contribuem para essa “invisibilidade estatística”. Nesta semana, dados do Índice de Progresso Social (IPS) 2026 apontaram que Uiramutã registrou, pelo terceiro ano consecutivo, a pior pontuação de qualidade de vida do Brasil. Roraima ainda tem outros dois municípios entre os 20 piores desempenhos do país: Alto Alegre, com nota 44,72, na 5.568ª posição, e Amajari, na 5.566ª colocação, com 45,58 pontos. Falha no sistema de saúde Roraima também apresentou a maior taxa de subnotificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), com 2,73%, o que, segundo o IBGE, indica falhas de cobertura também no sistema de saúde. A média nacional foi de 0,39%. De acordo com o instituto, o estado enfrenta desafios em áreas com menor infraestrutura de saúde e dificuldade de acesso aos serviços, o que compromete a alimentação do sistema de dados. Desde 2015, houve redução de 1,62 ponto percentual na taxa nacional de subnotificação, que naquele ano era de 2,01%. Em 2024, o Distrito Federal apresentou o menor índice do país, com 0,05%. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.