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Tomate, manteiga e arroz puxam alta, e cesta básica em Campinas tem maior valor desde julho

Tomate, manteiga e arroz puxaram alta da cesta básica de Campinas (SP) em janeiro de 2026, que atingiu maior valor desde julho de 2025 Arte g1 A cesta básica ...

Tomate, manteiga e arroz puxam alta, e cesta básica em Campinas tem maior valor desde julho
Tomate, manteiga e arroz puxam alta, e cesta básica em Campinas tem maior valor desde julho (Foto: Reprodução)

Tomate, manteiga e arroz puxaram alta da cesta básica de Campinas (SP) em janeiro de 2026, que atingiu maior valor desde julho de 2025 Arte g1 A cesta básica em Campinas (SP) começou 2026 em alta, e atingiu o maior valor dos últimos seis meses, segundo pesquisa do Observatório PUC-Campinas. Com tomate, manteiga e arroz puxando a alta, o custo dos itens analisados subiu 0,98% em relação a dezembro e chegou a R$ 790,47. É o maior valor desde julho de 2025, quando o custo da cesta básica na metrópole ficou em R$ 796,14 - veja gráfico abaixo. A pesquisa também compara o custo dos alimentos com o salário mínimo. Considerando o valor de R$ 1.621,00, em vigor desde janeiro, a cesta básica em Campinas compromete 48,7% do valor. 👨‍👩‍👧‍👦 Como a avaliação da cesta leva em conta o necessário para alimentar um trabalhador por um mês, ao considerar uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, a pesquisa aponta que o necessário seria três cestas básicas. 💸 Nesse caso, o custo somente com alimentação seria de R$ 2.371,42. Segundo o estudo, o aumento foi uma tendência também verificada nas capitais brasileiras acompanhadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No comparativo, Campinas está entre as cidades mais caras do Brasil. Apenas três capitais registram cesta básica com valor maior que o da metrópole do interior paulista. Tomate, manteiga e arroz 🍅 Em janeiro, seis dos 13 itens analisados tiveram alta nos preços em Campinas, com o tomate sendo o principal responsável pela alta, com aumento expressivo de 30,25%. Segundo a pesquisa, a manteiga (8,14%), arroz (2,97%), pão francês (2,53%), leite (0,91%) e o açúcar também contribuíram para o encarecimento dos produtos essenciais. Alguns itens essenciais apresentaram uma queda. A banana caiu 11,57%, a batata recuou 7,23% e a carne apresentou redução de 2,71%. Também registraram queda o óleo e a farinha (ambos com -1,50%) e o feijão (-0,46%). Conforme o balanço do Observatório, o café não apresentou variação positiva ou negativa em janeiro. O produto, no entanto, foi o que encerrou 2025 com a maior alta acumulada. 🔍 A cesta pesquisada Segundo a PUC, são aferidos valores de 13 produtos alimentícios e suas quantidades, os mesmos definidos em decreto-lei em 1938. Na ocasião, a justificativa era que tais produtos garantiriam, no período de um mês, uma boa qualidade de vida para um trabalhador adulto. A avaliação do Dieese respeita os hábitos alimentares locais e, por isso, o Observatório PUC analisou as quantidades previstas nas avaliações da região Sudeste do Brasil. São eles: Açúcar: 3 kg Arroz: 3 kg Café: 600g Farinha: 1,5 kg Feijão: 4,5 kg Leite: 7,5 litros Manteiga: 750g Óleo: 750ml Banana: 90 unidades Batata: 6 kg Carne: 6 kg Pão francês: 6 kg Tomate: 9 kg A pesquisa O Observatório PUC-Campinas passou a monitorar os valores da cesta básica em Campinas desde setembro de 2022 e os dados são divulgados mensalmente. A metodologia é a mesma utilizada pelo Dieese. 🔍 Para chegar ao valor da cesta básica em Campinas, os pesquisadores apuraram os custos dos produtos em 28 estabelecimentos, todos em supermercados em bairros ao redor do perímetro do centro da cidade. 📅 As pesquisas são realizadas entre a segunda e terceira semana do mês, sempre no mesmo dia, para não haver influência sobre promoções em diferentes estabelecimentos. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas