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Um mês após erro em declaração de morte, família acompanha recuperação de idoso e espera respostas: ‘A gente chegou a viver o luto’, diz neto

Idoso que quase foi enterrado vivo recebe alta de UTI e família aciona a Justiça Um mês após o caso que repercutiu em todo o país, a família de Juraci Ros...

Um mês após erro em declaração de morte, família acompanha recuperação de idoso e espera respostas: ‘A gente chegou a viver o luto’, diz neto
Um mês após erro em declaração de morte, família acompanha recuperação de idoso e espera respostas: ‘A gente chegou a viver o luto’, diz neto (Foto: Reprodução)

Idoso que quase foi enterrado vivo recebe alta de UTI e família aciona a Justiça Um mês após o caso que repercutiu em todo o país, a família de Juraci Rosa Alves, de 88 anos, ainda tenta lidar com os impactos emocionais provocados pela falsa confirmação da morte do idoso, em Presidente Bernardes (SP). Declarado morto em um hospital e encontrado com sinais vitais em uma funerária, Juraci segue internado na Santa Casa de Presidente Prudente. Nesta segunda-feira (15), ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para a enfermaria. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Em entrevista à TV TEM, o neto do idoso, João Pedro Nascimento, contou que a família acompanha diariamente a recuperação do aposentado e já observa avanços no quadro clínico. "Quando meu avô chegou no hospital de Presidente Prudente, ele apresentava bastante dificuldade para respirar. Tanto que ele chegou a fazer todo o processo de respiração mecânica. Neste exato momento, ele apresentou uma grande melhoria. Atualmente, ele não precisa mais dos aparelhos para poder respirar, [ele] está totalmente por conta dele mesmo", afirmou o neto. Neto do idoso, João Pedro Nascimento, contou que a família acompanha diariamente a recuperação do aposentado Reprodução/TV TEM Apesar da melhora, Juraci ainda permanece inconsciente: "A gente está fazendo acompanhamento diário. Toda a família espera que ele melhore logo". Também conforme João Pedro, a notícia da morte do avô causou grande comoção entre familiares e amigos. "No momento que a gente recebeu toda a comunicação do falecimento dele, foi um baque para todo mundo. Foi tudo muito rápido. Começamos a nos preparar psicologicamente, a gente chegou a viver toda a parte do luto, de compartilhar mensagens, agradecer por todo momento que o meu avô esteve conosco. Acredito que foi uma dor muito forte pra toda a família", explicou João Pedro. Horas depois, a família recebeu uma nova ligação informando que Juraci estava vivo: "Quando a gente recebeu a notícia do não falecimento dele, foi outro baque também. Ela [a notícia] chegou de surpresa, muitos dos familiares ficaram sabendo pela madrugada. Quando fomos visitar ele, foi como se ele tivesse ganhado uma segunda vida". ENTENDA O CASO: O que se sabe sobre o caso do idoso dado como morto em hospital e encontrado vivo em funerária no interior de SP Família só descobriu que idoso dado como morto estava vivo ao levar roupa para vestir o corpo para o velório, diz neta Família de idoso dado como morto pensou que ligação informando que ele estava vivo era trote 'A gente só pensou em salvar', diz enfermeira que identificou sinais vitais em idoso dado como morto no interior de SP Idoso dado como morto em hospital apresenta sinais vitais durante preparo do corpo em funerária em Presidente Prudente Arquivo Pessoal/Reprodução Família busca respostas Embora reconheça o atendimento prestado pela equipe médica da Santa Casa de Presidente Prudente, a família diz que ainda tem dúvidas sobre o que ocorreu após a declaração equivocada de óbito. "A gente fica um pouco no escuro, no sentido de como foi tratado o meu avô. Se algumas das situações dele foram graves ou estão sendo graves, poderiam ter sido um pouco adiadas, se ele recebesse todo esse total cuidado desde o começo e não ter tido essa omissão de socorro", refletiu. O neto afirmou ainda que os familiares acompanham as investigações e aguardam a conclusão do inquérito policial. Neto de Juraci afirma que o idoso apresenta melhora respiratória, mas segue inconsciente Aceituno Jr./TV TEM Inquérito Policial O g1 teve acesso a informações do inquérito policial. Conforme a Polícia Civil, o prontuário médico, previamente analisado, indica que o paciente foi submetido a manobras de reanimação por período superior a uma hora, incluindo três tentativas de intubação orotraqueal, todas sem sucesso. Conforme o registro, ao final das tentativas de reanimação, o paciente foi reavaliado, sendo constatada ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas midriáticas e ritmo de assistolia no monitor cardíaco. Diante desse quadro, foi declarado o óbito, de forma equivocada, às 19h50 em 16 de maio deste ano, com indicação das causas “insuficiência respiratória aguda” e “pneumonite por sólidos” (inflamação nos pulmões causada pela aspiração de alimentos ou substâncias estranhas). Pouco tempo depois, o homem foi levado à funerária em Presidente Prudente, onde funcionários perceberam que ele estava respirando. Ainda segundo a Polícia Civil, até esta segunda-feira, foram colhidos oito depoimentos ao longo do mês e as investigações seguem em andamento. O inquérito policial encontra-se atualmente em fase de produção de provas orais e aguarda a conclusão dos laudos periciais. A Polícia Civil ressaltou que a oitiva integra procedimento regular de apuração, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do atendimento médico prestado. Ainda conforme as autoridades, até o momento, não há atribuição de responsabilidade criminal, sendo as informações baseadas nos relatos colhidos e nos elementos técnicos disponíveis. Polícia apreendeu o atestado de óbito, no qual a causa da morte do idoso foi registrada como “insuficiência respiratória” Cedida Médica pediu licença A médica responsável pela declaração de óbito do idoso solicitou licença da Santa Casa de Presidente Bernardes, conforme anunciado no dia 21 de maio. Ela foi ouvida pela polícia quatro dias depois, em 25 de maio. Conforme o depoimento à polícia, a médica contou que o paciente chegou ao hospital por volta das 18h, em uma ambulância municipal de Emilianópolis, em estado grave. Segundo ela, o homem estava inconsciente, em estado grave e apresentando sinais de insuficiência respiratória (falta de ar aguda). A profissional afirmou à polícia que, diante da situação, os primeiros protocolos de emergência foram iniciados imediatamente. Diante da piora do quadro, a equipe realizou manobras avançadas de suporte à vida, como tentativas de intubação orotraqueal (introdução de um tubo na traqueia para garantir a respiração) e ressuscitação cardiopulmonar (massagem cardíaca). À Polícia Civil, a médica explicou que houve dificuldades técnicas relacionadas ao quadro clínico do paciente, o que impediu o sucesso das três tentativas de intubação. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM